Magical Pieces...(9)

Escrever um poema, uma carta ou uma memória sobre o vosso filho ou filha, nestas ocasiões especiais, pode ser uma boa terapia, para a fragilidade e a vulnerabilidade em que se encontram.
O dia-a-dia de alguém que tenta desesperadamente recuperar alguma da elegância perdida....
Bom dia minhas queridas!!!
Bem-vindas a mais um "Magical Pieces". E já devem ter percebido o tema de hoje. Pois é, adoro sapatos! Tenho verdadeira paixão e uma colecção tão grande que, básicamente, há sapatos (e botas, e sandálias, e chinelos e ténis e mocassins) meus em todos os armários da casa e ainda 4 caixas de plástico com rodinhas debaixo da minha cama!!!
Estas sabrinas que aparecem na foto, foram a última aquisição, ou melhor, foram presente da minha mãe, este fim de semana. Adorei! São tão fofinhas!!!
No fim de semana anterior, recebi, pelo dia da Mãe, uns mocassins espectaculares que podem ser lavados na máquina de lavar, passando a publicidade, são da rockport e super, super-confortáveis.
Mas tenho para todas as ocasiões: casual, clássico, desportivo, dia-a-dia, etc. Também uso saltos, embora agora com este peso a mais, me seja mais desconfortável, de qualquer maneira, prefiro as cunhas. Adoro sapatos e sandálias de cunha. Havaianas, tenho-as de quase todas as cores.
Como faço anos em Junho, e todas as minhas amigas conhecem esta minha mania, tenho muitos chinelos lindos de enfiar o dedo (tipo havaiana) com missangas, com conchas, com aplicacões metálicas, tudo presentes de anos!
Espero que tenham gostado de conhecer-me um pouco melhor... esta é mesmo uma mania muito particular. Diz a minha mãe, que saio à minha tia (irmã da minha mãe) que também anda sempre com a mesma saia e com a mesma camisola (exagero, claro), mas sempre, sempre com sapatos novos!!!
Terão também as minhas meninas alguma mania que queiram partilhar comigo??
Fico à espera!
Um beijinho enorme e até à próxima 4ª feira!
Bolota
Olá lindas!
Hoje venho falar-vos dum livro muito antigo que li, quando tinha 18 anos e que me marcou até aos dias de hoje, pela sua simplicidade, pela sua história de amor, pelo poder de narração da autora, pelo humor e principalmente pela altura da minha vida em que o li, ou seja, em plena adolescência!
Um romance policial situado no Baixo Alentejo em período posterior à reforma agrária. As investigações de um jornalista e do seu repórter fotográfico sobre a morte de um mecânico alemão da Base Aérea da NATO, em Beja, de Clara Pinto Correia.
Numa madrugada de agosto, o mecânico alemão Helmut Schneider, em serviço na Base Aérea da NATO, na zona da Beja em Portugal, foi encontrado morto numa estrada deserta. Maria Vitória Joaquim Formosinho Rosado, a Mitó, é a assassina confessa do rapaz, apesar das autoridades sustentarem a versão de que ele foi morto por contrabandistas. Menina frágil e insegura, considerava-o o amor de sua vida, o homem por quem tudo arriscava, mesmo diante do desprezo que lhe era dispensado.
O ingênuo jornalista estagiário Joaquim Peixoto e o bem-humorado e mulherengo fotógrafo Sebastião Curto, da revista Atualidades, de Lisboa, são enviados à província para investigar os pormenores do crime mal contado e as motivações da adolescente.
A partir desse assassinato, Clara Pinto Correia constrói uma bela história sobre o Alentejo rural. O crime é o fio condutor do romance, que descreve a situação em que vive essa região de Portugal. Os personagens são figuras típicas alentejanas, envolvidas nos conflitos políticos, económicos e sociais, como o pai de Mitó, Bernardo Formosinho Rosado, dirigente do Centro de Trabalho de Baleizão e filiado ao Partido Comunista, a sensual Bárbara Emília Frutoso, meia-tia de Mitó, o chefe de Polícia, Mariano Larguinho, os donos dos bares, os parentes e amigos. Depositam nos visitantes lisboetas a esperança de ver os problemas da província estampados nas páginas da revista. E talvez solucionados.
A revelação do verdadeiro assassino é o que menos importa diante da delinquência juvenil, das drogas, da ausência de perspectivas no futuro, do desemprego, do malogro da reforma agrária, do contrabando, da xenofobia contra os alemães e da monotonia do quotidiano presentes no Alentejo, tão bem retratados pela autora.
Adeus, Princesa. Não sei bem em que ano foi editado, penso que em 1985, eu tenho comigo a edição de 1988, que está impecávelmente cuidada e guardada religiosamente ainda com a dedicatória do L.T., o meu namorado da altura...
Gostava de deixar-vos alguns excertos, mas isso iria tornar o post muito longo, pelo que aconselho a lê-lo na integra, se ainda o conseguirem encontrar!
Um grande beijinho com muito carinho por todas vós e até ao próximo magical!